sábado, 5 de fevereiro de 2011

É razoável pensar nisto


A paciência não é um vitral gracioso para as suas horas de lazer. É amparo destinado aos obstáculos.

A serenidade não é jardim para os seus dias dourados. É suprimento de paz para as decepções de seu caminho.

A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis. É valor substancial para os seus entendimentos difíceis.

A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem. É porta valiosa para que você demonstre boa-vontade, ante os companheiros menos evolvidos.

A boa cooperação não é processo fácil de receber concurso alheio. É o meio de você ajudar ao companheiro que necessita.

A confiança não é um néctar para as suas noites de prata. É refugio certo para as ocasiões de tormenta.

O otimismo não constitui poltrona preguiçosa para os seus crepúsculos de anil. É manancial de forças para os seus dias de luta.

A resistência não é adorno verbalista. É sustento de sua fé.

A esperança não é genuflexório de simples contemplação. É energia para as realizações elevadas que competem ao seu espírito.

Virtude não é flor ornamental. É fruto abençoado do esforço próprio que você deve usar e engrandecer no momento oportuno.

* * *

André Luiz

(Mensagem retirada do livro "Agenda Cristã" psicografia de Francisco Cândido Xavier)

Você mesmo


Você mesmo
Lembre-se de que você mesmo é:
o melhor secretário de sua tarefa,
o mais eficiente propagandista de seus ideais, a mais clara demonstração de seus princípios,
o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos
outros.

Não se esqueça, igualmente, de que:
o maior inimigo de suas realizações mais nobres,
a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa,
a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar, o arquiteto de suas aflições
e o destruidor de suas oportunidades de elevação.

— é você mesmo.

* * *

André Luiz

(Mensagem retirada do livro "Agenda Cristã" psicografia de Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Acreditar e agir


Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.

O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.

Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.

Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.

O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.

O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.

Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.

Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

Então, o barqueiro disse ao viajante:

Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.

Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.

Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.

Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.

* * *

Gandhi tinha uma meta: libertar seu povo do jugo inglês. Tinha também uma estratégia: a não-violência.

Sua autoconfiança foi tanta que atingiu a sua meta sem derramamento de sangue. Ele não só acreditou que era possível, mas também agiu com segurança.

Madre Teresa também tinha uma meta: socorrer os pobres abandonados de Calcutá. Acreditou e agiu, superando a meta inicial, socorrendo pobres do mundo inteiro.

Albert Schweitzer traçou sua meta e chegou lá. Deixou o conforto da cidade grande e se embrenhou na selva da África francesa para atender aos nativos, no mais completo anonimato.

Como estes, teríamos outros tantos exemplos de homens e mulheres que não só acreditaram, mas que tornaram realidade seus planos de felicidade e redenção particular.

* * *

E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs?

Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade.

Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.

* * *

Caso você ainda não tenha uma meta traçada ou deseje refazer a sua, considere alguns pontos:

verifique se os caminhos que irá percorrer não estarão invadindo a propriedade de terceiros;

se as águas que deseja navegar estão protegidas dos calhaus da inveja, do orgulho, do ódio;

e, antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do egoísmo.

Depois de tomar todas estas precauções, siga em frente e boa viagem.



Redação do Momento Espírita, com base em texto veiculado pela Internet, atribuído a Aurélio Nicoladeli.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 5 e nos livros Momento Espírita v. 2 e 3, ed. Fep.
Em 11.10.2010.

Nossa casa


Um velho carpinteiro estava em vias de se aposentar. Chegou ao seu superior e informou a decisão. Os anos lhe pesavam muito e ele desejava uma vida mais calma.

Queria descansar um pouco, estar mais com a família, despreocupar-se de horários e rígidas disciplinas que o trabalho lhe impunha.

Porque fosse um excelente funcionário, seu chefe se entristeceu. Perderia um colaborador precioso.

Como última tarefa, antes de deixar seu posto de tantos anos, o chefe lhe pediu que construísse uma casa. Era um favor especial que ele pedia.

O carpinteiro consentiu. À medida que as paredes iam subindo, as peças sendo delineadas, o acabamento sendo feito, podia se perceber à distância que os pensamentos e o coração do servidor não estavam ali.

Ele não se empenhou no trabalho. Não se preocupou na seleção da matéria-prima, de forma que as portas, janelas e o teto apresentavam sérios defeitos.

Como também não teve cuidado com a mão de obra, a casa tomou um aspecto lamentável. Foi uma maneira bem desagradável dele encerrar a sua carreira.

Surpresa maior foi quando o chefe veio inspecionar a obra terminada. Olhou e pareceu não ficar satisfeito. Aquele não era um trabalho do seu melhor carpinteiro.

No entanto, tomou as chaves da casa e as entregou ao carpinteiro.

Esta casa é sua. É meu presente para você, por tantos anos de dedicação em minha empresa.

Que choque! Que vergonha! Se ele soubesse que a casa seria sua, teria caprichado. Teria buscado os melhores materiais. O acabamento teria merecido atenção especial.

Mas agora ele iria morar naquela casa tão mal feita.

Assim acontece conosco. Construímos nossas vidas de maneira distraída e descuidada.

Esquecemos de levantar paredes sólidas de afeto que nos garantirão o abrigo na hora da adversidade. Não providenciamos teto seguro de honradez para os dias do infortúnio.

Não nos preocupamos com detalhes pequenos como gentileza, delicadeza, atenções que demonstrem interesse para com os demais.

Pensemos em nós como um carpinteiro. Pensemos em nossa casa. Cada dia martelamos um prego novo, colocamos uma armação, estendemos vigas, levantamos paredes.

Construamos com sabedoria nossa vida. Porque a nossa vida de hoje é o resultado das nossas atitudes e escolhas feitas no ontem. Tanto quanto nossa vida do amanhã será o resultado das atitudes e escolhas que fizermos hoje.

E se nos sentirmos falharem as forças, recordemos a advertência que se encontra no capítulo primeiro da epístola de Tiago, versículo 5: Se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus. Ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos.

* * *

Tudo que realizes, faze-o com alegria.

Coloca estrelas de esperança no céu de tua vida e alegra-te pela oportunidade evolutiva.

A alegria que é resultado de uma conduta digna, é geradora de saúde e bem-estar.

E toda alegria resulta de uma visão positiva da vida, que se enriquece de inestimáveis tesouros de paz interior.

O teu amanhã será de luz se hoje semeares bom ânimo, o bem e a amizade.



Redação do Momento Espírita, com base em conto da Gazeta cristã, ano III, de novembro de 1999 e no cap. 40, do livro Episódios diários, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 27.01.2011.

sábado, 27 de novembro de 2010

..VIDAS PASSADAS...

Quem fui, ontem?
Vazando o veu do esquecimento, indago-me quase que aflitamente:
Principe ou Mendigo?
Santo ou Pecador?
Juiz ou Reu?
Bom ou Mau?
Nenhuma resposta me satisfaz.
Todas sao vagas demais.
Meus familiares, nao sei se foram verdugos ou as pobres vitimas de outrora.
Sei, apenas, que nos suportamos uns aos outros, buscando um clima de coexistencia pacifica.
Vivemos juntos, nem sempre no mesmo plano mental.
Apos tanta indagacao, comecei por contentar-me em ver, nas minhas tendencias mas,o que devo corrigir em mim mesmo.
Devo renovar-me, resignando-me em nao perquirir muito sobre vidas pssadas, a fim de nao quedar-me em delirios de culpa.
Revolver o preterito poderia ser um reacender de odios mal curados, um reavivar de chagas mal cicatrizadas.
Aquela que me amamentou com desvelo poderia ter identificado em mim o seu perseguidor de ontem.
E que faria, entao, se tivesse de ofertar a sua propria seiva a quem lhe trouxe tanta dor?
Nao fui principe, porque tenho tendencia de mendigo.
Santo tambem nao fui, porque sinto o gosto do pecado.
Talvez tenha sido um reu, reclusado justamente.
Importa-me, agora, com boas resolucoes, construir o meu futuro, certo de que nada sera melhor se nao comecar a me esforcar hoje.
*
Roque Jacintho
Livro:-Meditando.

...Aos Filhos do Meu Brasil...
*
Filhos da amada Terra do Cruzeiro,
Onde a bênção do alto se agiganta
Uma pátria de amor, aqui se implanta
Sob as vistas do Excelso Pegureiro.
*
Ao sol fecundo, esvai-se o nevoeiro,
E nívea luz todo o temor espanta,
Nas belezas da fé que sacrossanta,
O amor exibe ao pálio aovissareiro.
*
Unificai-vos, pois á luz da crença,
Sem ódios, sem rancor, sem desavença,
Que o Espiritismo forja tempos novos!....
*
Jamais abandonarei a estrada reta,
Tendo Jesus por Guia e o Bem por meta,
Na vanguarda do amor, servindo aos povos!...
*
"Pedro D'Alcântara"
Psicografia de Francisco Candido Xavier.

Relembrando Chico.....
.....Chico, nessa noite, estava muito fatigado, quando à hora da prece costumeira, aparece-lhe Dona Maria João de Deus.
- Minha mãe, - roga ao espírito carinhoso - como fazer para alcançar a vitória no cumprimento de meus deveres?
- Meu filho, só conheço um remédio - servir.
- Mas e as dificuldades de entendimento com os outros? Como espalhar as bênçãos do Espiritismo com quem não as deseja, se, às vezes, oferecendo o melhor que possuímos, apenas recolhemos pedradas?
- Servir é a solução.
- Entretanto, há pessoas que nos odeiam gratuitamente. Malsinam-nos as melhores intenções detestam-nos sem motivo e dificultam-nos o mínimo trabalho... Que me diz a senhora? Julga que existe algum recurso para fazer a paz entre elas e nós?
- Sim, há um recurso - servir sempre.
- Então, a senhora considera que, para todos os males da vida, esse é o remédio?
- Sim, meu filho, remédio essencial. Sem que aprendamos a servir, ainda mesmo quando tenhamos boas intenções, tudo em nós será simples palavras que o mundo consome...
E, depois de semelhante receita, o Espírito de Dona Maria retirou-se como quem não tinha outro remédio a ensinar.
"Chico Xavier"
*
*
*
"O que voce coloca no coracao alheio, voce retira da propria vida"
Roque Jacintho.

Há Momentos


Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

domingo, 21 de novembro de 2010


Podemos acreditar que
tudo que a vida nos oferecerá
no futuro é repetir o que fizemos
ontem e hoje.

Mas, se prestarmos atenção,
vamos nos dar conta
de que nenhum dia é
igual a outro.

Cada manhã traz uma
benção escondida;
uma benção que só
serve para esse dia
e que não se pode guardar
nem desaproveitar.

Se não usamos este milagre
hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos
do cotidiano;

é preciso viver cada minuto
porque ali encontramos a
saída de nossas confusões,
a alegria de nossos bons momentos,
a pista correta para a decisão
que tomaremos.

Nunca podemos deixar que cada
dia pareça igual ao anterior
porque todos os dias são diferentes,
porque estamos em constante
processo de mudança.